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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Como reconhecer os primeiros sinais do Trabalho de Parto

Esse artigo foi retirado do site do dr. ..Marco Aurélio  Galletta, ginecologista e obstetra.
O texto é muito bem explicado e vale a pena conferir todas as dicas dado pelo médico.

"O primeiro sinal relacionado ao parto acontece muito tempo antes, cerca de uma a duas semanas antes. É a queda do ventre! Isso acontece porque a cabeça do nenê se encaixa na bacia, já se ajeitando para o parto. De um dia para o outro, a gestante passa a notar que sua barriga está mais baixa, o que pode gerar um certo desconforto em baixo ventre. Junto com isso, ela percebe que está indo mais vezes do que antes no banheiro, para fazer xixi, como se fosse o começo da gravidez. Ao mesmo tempo, fica mais fácil de respirar, porque o nenê deixa de apertar as costelas. Às vezes, a grávida está tão preocupada com outras coisas, que nem percebe isso acontecer. É a mãe, a avó, ou a tia que notam isso e falam para ela: “Sua barriga tá baixa; esse nenê vai nascer logo!”. Geralmente, elas estão certas! Daí para frente, as contrações vão ficar cada vez mais freqüentes. Antes da queda do ventre, a mulher percebe cerca de 4-5 contrações por dia. Depois disso, costuma contar 12 a 20 contrações por dia, quase que de hora em hora. Isso acontece aos poucos e muito variável de mulher para mulher, mas o importante é você saber que o número de contrações vai aumentar bastante, neste período. Algumas mulheres dizem que não têm contração nenhuma. Não é bem assim... O que acontece é que elas esperam que a contração venha junto com a dor e isso não é verdade, pelo menos não no começo do trabalho de parto. Contração é a barriga ficar dura e depois ficar mole. É como se embaixo da pele tivesse uma melancia, que depois se transformasse num grande caqui. Às vezes, a mulher se confunde em relação a isso, dizendo que a “barriga fica dura direto”, ou então que “ela está sempre dura”. É que pode ser que quando a criança se mexe dentro da barriga, o tronco, ou dorso, do nenê fique mais próximo da pele da mãe, dando a impressão que é uma contração. Pode até vir uma contração leve após um movimento da criança, mas contração de verdade é aquela que endurece a barriga da mãe de um lado a outro, e não apenas do lado que está o nenê. Outro motivo de confusão é a contração dos músculos da barriga, e não do útero, que está localizado mais profundamente no corpo da mulher. Principalmente no final da gravidez, quando a gestante fica de pé, seus músculos da barriga endurecem, para segurar o peso do útero, que tende a pender para a frente. Nessa situação, se a mulher passar a mão pela barriga, vai achar que está com contração uterina, quando na verdade a contração é da musculatura que fica na frente do útero. Por isso, falamos para a paciente prestar atenção na barriga apenas quando estiver sentada ou deitada, pois só assim poderá notar direito a contração do útero. Com o aumento do número das contrações, a mulher fica meio “esquisita”. Relata certo incômodo, que não sabe dizer qual seria. Parece que está com dor de barriga, mas não é bem isso. Há uma sensação de peso no pé da barriga e nenhuma posição acaba sendo boa. É comum que a mulher fique mais inquieta, sem querer muita conversa com ninguém. Como os animais, nas vésperas do parto, a mulher fica ensimesmada, andando pelos cantos, longe de todos. Ela passa um ou dois dias assim, tendo contrações esporádicas, às vezes uma mais perto da outra. Pode acontecer que venha uma salva de contrações, uma atrás da outra, por cerca de meia hora ou uma hora, fazendo com que a gestante ache que está na hora de ir para o hospital. É o “alarme falso”, que tanto preocupa a gestante, sua família, e também os médicos, como não? Outro sinal que pode ocorrer neste momento é a perda do tampão mucoso, chamado pelas mulheres mais velhas de “o sinal”. Isso vem a ser a saída pela vagina de uma pequena quantidade de sangue, misturada com uma secreção tipo “catarro”. Isso ocorre porque o colo do útero está começando a se abrir e pode acontecer depois de um toque vaginal, por exemplo. Nem todas as mulheres têm isso, e muitas só o terão quando estiverem em franco trabalho de parto, mas vale como uma informação a mais."
 
 
Fonte:www.drgalletta.com.br

2 comentários:

renica disse...

Muito interessante esta matéria..bastante infomativa pra nós mães de primeira viagem...
Adorei...continue postando....
Abraços e boa sorte!!!!!

Anônimo disse...

estou de 37 semanas e estou sentindo contraçoes sem dor e bastante queimaçao minha barriga ta bem baixa e sinto dormencia em cima da barriga isso e normal

Os efeitos da Raquianestesia no parto da Laís (Relato do Parto- Novembro de 2008)

No dia 13 de Novembro de 2008, nasceu a minha pequena Laís. Do dia do parto ficou a lembrança da primeira vez que vi aquele rostinho.. das bochechas rosadinhas!... E o terrível pós operatório de uma cesária. Minha filha veio ao mundo com pós datismo, de 41 semanas e 2 dias, depois de uma indução de parto de 6 horas com ocitocina, sem evolução. Ao nascer teve que ser aspirada e teve uma nota (apgar) 3, nos primeiro minutos de vida. Ou seja, entrou em sofrimento fetal, por ter respirado liquido aminiótico. Mas, graças a Deus, logo veio para meus braços, um pouco sufocadinha, mas bem. Eu, logo após a cirurgia, fiquei prostrada, de tanta dor de cabeça que sentia. Parecia que aquela porcaria da tal anestesia "raqui" tinhas subido para meu cérebro!. Passei muito mal. Na mesa,enquanto o médico fazia o parto, eu debatia meus braços incontrolavelmente, além de sentir um pouco de falta de ar. E fiquei tremendo até a anestesia passar, tremia igual vara verde! Eu fiquei tão mal que não consegui amamentar a Laís no primeiro dia.Eu sei que apaguei. E só me lembro de sentir muita dor. No segundo dia de internação eu e minha bebê fomos examinadas. Parecia estar todo bem, embora eu ainda sentisse dor de cabeça, tivemos alta. Já em casa, de noite ao dormi,senti algo queimando na minhas costas e subindo até o pescoço, não dei importância e peguei no sono. Foi aí que começaram uma série de pesadelos e vertigens assombrosos. Eu via pessoas de minha família como se fossem minhocas,outra hora rodava numa corda e era atirada contra paredes num lugar estranho cheio de montanhas. Via seres bisarros que me faziam previsões sinistras (como dizer que eu não poderia ficar com minha bebê). E quando tentava acordar via como se o teto estivesse descendo sobre mim. e via insetos voando pelo quarto. Enfim... Chorava muito e confeço que fiquei com medo de ter problemas por causa do efeitos colaterais da Raqui em meu organismo. Fiquei com medo de ficar louca. Ouvia choro de bebê toda vez que ia tomar banho, e ficava apavorada. Perguntava ao meu marido se a Laís estava chorando e não havia choro algum, era todo coisa da minha mente. E aquela dor de cabeça infernal que nenhum remédio passava... Orava muito e pedia a Deus que não acontecesse nada de ruim comigo, e em 3 dias fui melhorando. Os pesadelos acabaram. E a Dor já não era tanta. Não bastasse isso também tive problemas para amamentar minha filha, eu não sabia como fazer direito, agente não se entendia e ela chorava de fome tadinha... E o meu leite empedrava a toa. E com isso vinha a febre. Foi um sufoco meus primeiros dias como mãe... Mas é um sentimento, um instinto tão forte, que nenhum desses problemas que tive me afastaram da minha filha. Eu com febre, com dor, tendo alucinações e mesmo assim o amor era tão forte que não deixava a mente ser mais forte que eu. E assim os dias foram passando e tudo foi se ajeitando. Apesar de tudo de ruim que passei, a alegria de ser mãe, de saber que aquele pedacinho de gente saiu de dentro de mim, de saber que a minha filha naquele momento olhava para mim e parecia me dizer; mamãe, nesse momento eu só preciso de seu carinho e de seu cuidado!... Isso e somente isso me importavam. Agora eu sou mãe!!!!













SOBRE A ANESTESIA USADA NO MEU PARTO: A RAQUIANESTESIA Denomina-se raquianestesia ( bloqueio subaracnóideo ) a anestesia que resulta da deposição de um anestésico local dentro do espaço subaracnoídeo. Ocorre bloqueio nervoso reversível das raízes anteriores e posteriores, dos gânglios das raízes posteriores e de partes da medula, advindo perda da atividade autônoma, sensitiva e motora. São indicadas para cirurgias de abdômen e extremidades inferiores, inclusive para cirurgias obstétricas ( parto vaginal e cesariana ). Como a medicação é depositada dentro do Líquor, é necessária apenas uma pequena quantidade de anestésico local para produzir anestesia altamente eficiente. Trata-se de uma importante vantagem da raquianestesia sobre a peridural, pois trabalha-se com um risco de intoxicação por anestésicos locais muito próximo de zero. A desvantagem mais conhecida da raquianestesia é a cefaléia pós-punção (nome técnico para a dor de cabeça que pode aparecer quando perfuramos a dura-máter). A explicação mais aceita para esta condição é relacionada com o "furinho" que fica por alguns dias na dura máter e provocaria perda de líquor do espaço subaracnoídeo, causando a dor de cabeça. Com a introdução de agulhas mais finas, descartáveis e menos traumáticas, esta técnica novamente ganhou grande impulso. Porquê a incidência de cefaléia diminuiu tanto com este novo material ??? A resposta é simples: agulhas melhores fazem "furinhos" menores nas meninges, ocasionando menor escape de líquor e menor probablidade de cefaléia. A simplicidade de realização, o excelente controle do nível de anestesia que proporciona, a excelente qualidade do bloqueio sensitivo e motor, o baixo custo e a segurança do procedimento explicam por que esta é uma das técnicas anestésicas prediletas do anestesiologista brasileiro.