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terça-feira, 24 de julho de 2012

Amamentação exclusiva ... Até aqui estou conseguindo

Já reclamei aqui que ando meio cansada, e esses dias refletindo sobre minha vida de mãe,dona de casa e esposa, concluí que não adianta reclamar sobre o  'leite derramado'.  Os filhos estão aí, tenho uma casa para administrar e um marido (que teima em achar que sou a mãe dele) para cuidar...  Enfim, não vai adiantar em nada eu me estressar.
Ainda não sei como vai ser, mas o primeiro passo é tentar organizar melhor meu tempo .24hs não está sendo suficiente para fazer tudo.
Muitos aborrecimentos me prejudicaram,psicologicamente e fisicamente pois, não estava me alimentando bem e com tudo isso, acabei não conseguindo produzir leite, o que atingiu diretamente a Júlia, que está mamando somente no peito,nem agua ela toma .
Dias atrás cheguei a ponto de estar quase seca, o peito não enchia por nada.  Foi horrível ver a Júlia chorando querendo mamar e eu sem leite.  Tive que fazer uma mamadeira de LA e dar pra ela, que por sinal mamou só um pouquinho pela fome, mas estranhou o gosto e danou a chorar.
Para o leite voltar, eu me concientisei da importância de tentar ficar mais tranquila diante das coisas que me aborrecem. Não achava que era verdade, mas agente que está amamentando não pode se aborrecer muito que o leite realmente seca. Resolvi tomar alguma providência e mudar de atitude;
Em primeiro lugar estão as minhas filhas, a Laís que tem apenas 3 anos e meio e precisa muito da minha atenção, e a Júlia que precisa dos meus cuidados.
Tentar ser mais feliz tem me ajudado a encarar essa nova fazer da minha vida, de ser mãe de duas crianças.
Pequenos prazeres como voltar a buscar a Laís na escola, por exemplo.  Ela fica super feliz quando me vê e, é um momento bem legal só nosso.
Quanto a minha casa estou tentando organizar a bagunça, mesmo assim, minha rotina doméstica ainda está meio complicada, por que a Jú me solicita muito.
Voltei a cuidar de mim.  Fiz relaxamento no cabelo e uma escova progressiva.  Estava com medo de fazer por causa da amamentação, mas acho que não teve problema não, pois não vi diferença nenhuma, como cólica ou outra coisa na Júlia.  Se passou alguma coisa para o leite, passou pouco.  O fato é que não tinha condições de ficar com meu cabelo do jeito que estava.
Também voltei a fazer as unhas pelo menos de 15 em 15 dias e comprei cremes para dar uma melhorada na pele do rosto, já que não dá pra fazer nenhum tratamento mais eficaz agora.
Estou bebendo bastante líquido,principalmente água.
O que contribuiu mesmo para a volta do leite, tenho certeza, foi voltar a tomar o suplemento de vitaminas que usava na gravidez, o MATERNA. Pois notei que estava me alimentando pessimamente e pra produzir leite o organismo não estava dando conta sozinho. 
Para as mamadas da Júlia serem mas produtivas, eu tento fazer-la no quarto, só eu e ela, sem pressa , com tranquilidade. Ela fica calma e suga o peito melhor.

Enfim, o resultado dessas simples medidas é que meus seios estão jorrando leite de novo.  Estão enchendo de vazar o dia inteiro. Julinha está se esbaldando...
Pretendo manter a amamentação exclusiva por mais um mês. A Jú estará com 5 meses, diferente da Laís que começou a comer papinha com apenas 4 meses, quando eu tive que voltar a trabalhar, e graças a Deus, não teve problemas com a introdução de alimentos e ainda mamava no peito.
Meus planos é que a Júlia mame até 1 aninho de vida, por que depois acho difícil tirar...


1 comentários:

MARIA FERNANDA disse...

nossa, bom saber essa do materna...eu tô sem leite nenhum e já tava até me conformando com isso... é, aborrecimento é barra...aqui em casa á puro estresse...marido desempregado dando pitaco o dia todo não é mole...rsrs...que bom que vc está se cuidando...eu tb preciso encontrar animo pra isso...bjim e boa sorte ai com as meninas...

Os efeitos da Raquianestesia no parto da Laís (Relato do Parto- Novembro de 2008)

No dia 13 de Novembro de 2008, nasceu a minha pequena Laís. Do dia do parto ficou a lembrança da primeira vez que vi aquele rostinho.. das bochechas rosadinhas!... E o terrível pós operatório de uma cesária. Minha filha veio ao mundo com pós datismo, de 41 semanas e 2 dias, depois de uma indução de parto de 6 horas com ocitocina, sem evolução. Ao nascer teve que ser aspirada e teve uma nota (apgar) 3, nos primeiro minutos de vida. Ou seja, entrou em sofrimento fetal, por ter respirado liquido aminiótico. Mas, graças a Deus, logo veio para meus braços, um pouco sufocadinha, mas bem. Eu, logo após a cirurgia, fiquei prostrada, de tanta dor de cabeça que sentia. Parecia que aquela porcaria da tal anestesia "raqui" tinhas subido para meu cérebro!. Passei muito mal. Na mesa,enquanto o médico fazia o parto, eu debatia meus braços incontrolavelmente, além de sentir um pouco de falta de ar. E fiquei tremendo até a anestesia passar, tremia igual vara verde! Eu fiquei tão mal que não consegui amamentar a Laís no primeiro dia.Eu sei que apaguei. E só me lembro de sentir muita dor. No segundo dia de internação eu e minha bebê fomos examinadas. Parecia estar todo bem, embora eu ainda sentisse dor de cabeça, tivemos alta. Já em casa, de noite ao dormi,senti algo queimando na minhas costas e subindo até o pescoço, não dei importância e peguei no sono. Foi aí que começaram uma série de pesadelos e vertigens assombrosos. Eu via pessoas de minha família como se fossem minhocas,outra hora rodava numa corda e era atirada contra paredes num lugar estranho cheio de montanhas. Via seres bisarros que me faziam previsões sinistras (como dizer que eu não poderia ficar com minha bebê). E quando tentava acordar via como se o teto estivesse descendo sobre mim. e via insetos voando pelo quarto. Enfim... Chorava muito e confeço que fiquei com medo de ter problemas por causa do efeitos colaterais da Raqui em meu organismo. Fiquei com medo de ficar louca. Ouvia choro de bebê toda vez que ia tomar banho, e ficava apavorada. Perguntava ao meu marido se a Laís estava chorando e não havia choro algum, era todo coisa da minha mente. E aquela dor de cabeça infernal que nenhum remédio passava... Orava muito e pedia a Deus que não acontecesse nada de ruim comigo, e em 3 dias fui melhorando. Os pesadelos acabaram. E a Dor já não era tanta. Não bastasse isso também tive problemas para amamentar minha filha, eu não sabia como fazer direito, agente não se entendia e ela chorava de fome tadinha... E o meu leite empedrava a toa. E com isso vinha a febre. Foi um sufoco meus primeiros dias como mãe... Mas é um sentimento, um instinto tão forte, que nenhum desses problemas que tive me afastaram da minha filha. Eu com febre, com dor, tendo alucinações e mesmo assim o amor era tão forte que não deixava a mente ser mais forte que eu. E assim os dias foram passando e tudo foi se ajeitando. Apesar de tudo de ruim que passei, a alegria de ser mãe, de saber que aquele pedacinho de gente saiu de dentro de mim, de saber que a minha filha naquele momento olhava para mim e parecia me dizer; mamãe, nesse momento eu só preciso de seu carinho e de seu cuidado!... Isso e somente isso me importavam. Agora eu sou mãe!!!!













SOBRE A ANESTESIA USADA NO MEU PARTO: A RAQUIANESTESIA Denomina-se raquianestesia ( bloqueio subaracnóideo ) a anestesia que resulta da deposição de um anestésico local dentro do espaço subaracnoídeo. Ocorre bloqueio nervoso reversível das raízes anteriores e posteriores, dos gânglios das raízes posteriores e de partes da medula, advindo perda da atividade autônoma, sensitiva e motora. São indicadas para cirurgias de abdômen e extremidades inferiores, inclusive para cirurgias obstétricas ( parto vaginal e cesariana ). Como a medicação é depositada dentro do Líquor, é necessária apenas uma pequena quantidade de anestésico local para produzir anestesia altamente eficiente. Trata-se de uma importante vantagem da raquianestesia sobre a peridural, pois trabalha-se com um risco de intoxicação por anestésicos locais muito próximo de zero. A desvantagem mais conhecida da raquianestesia é a cefaléia pós-punção (nome técnico para a dor de cabeça que pode aparecer quando perfuramos a dura-máter). A explicação mais aceita para esta condição é relacionada com o "furinho" que fica por alguns dias na dura máter e provocaria perda de líquor do espaço subaracnoídeo, causando a dor de cabeça. Com a introdução de agulhas mais finas, descartáveis e menos traumáticas, esta técnica novamente ganhou grande impulso. Porquê a incidência de cefaléia diminuiu tanto com este novo material ??? A resposta é simples: agulhas melhores fazem "furinhos" menores nas meninges, ocasionando menor escape de líquor e menor probablidade de cefaléia. A simplicidade de realização, o excelente controle do nível de anestesia que proporciona, a excelente qualidade do bloqueio sensitivo e motor, o baixo custo e a segurança do procedimento explicam por que esta é uma das técnicas anestésicas prediletas do anestesiologista brasileiro.