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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os sentimentos ruins de uma gestação não planejada

Sempre me julguei uma pessoa responsável e tenho uma opinião formada em relação a maternidade.  Para mim filho é coisa séria e sempre critiquei mulheres que saem fazendo filho a torto e a direita por aí, sem poder dar uma estrutura familiar adequada a criança isso psicologicamente, socialmente e financeiramente.  Vejo por aí famílias desestruturadas, pais que batem nos filhos, crianças fora da escola,marginalizadas...  Todas vítimas de uma sociedade falida e sem princípios...
Por isso, sempre pensei em formar para mim uma família pequena, para então  assim, dentro das  possibilidades, poder dar aos meus filhos o que de básico pudesse ser o melhor. Tipo uma escola legal, acesso a saúde....  Essas coisas que se dependermos do nosso Governo ... 
Sei lá...  Tenho também pra mim, que a mulher, a mãe, é a figura principal para essa tal estrutura familiar dar certo (lembram daquela famosa frase " Por trás de um grande homem há uma grande mulher...")...
Acho que é por isso que ando tão chateada comigo mesma. 
Minha primeira gravidez foi planejada  e muito querida.  Então meus sentimentos eram outros...  Já agora, como tudo aconteceu sem planejamento, por falta de cuidados, eu me culpo por ter sentimentos ruins em relação ao meu segundo filho.
Eu me sinto meio inresponsável...  Psicologicamente não ando bem...  Estou triste por não conseguir "querer" tanto esse filho como quis a Laís.... 
Para mim isso é falta da tal "estrutura" que falei acima.  No meu caso, a psicológica. Não me sinto preparada para cuidar de uma outra criança agora...  Tenho medo de não amá-la como amo minha filha. De não conseguir dar o suporte emocional aos dois sabe?!
É tudo tão estranho!!!  Não sei se vou dar conta de tantos compromissos,afazeres.  Me vejo feia sem tempo pra cuidar de mim, sem poder tirar uns minutinhos que sejam pra ficar só comigo.  Vejo a minha vida íntima indo por água abaixo....  Sentimentos egoístas! Credo é tanta coisa ruim, que não sobra espaço pra pensar em coisas boas.
E o que me dói tanto é que não queria estar assim...  Mas simplesmente não consigo...
Estou me sentindo irritada, chata, sem paciência.  Isso está afetando a minha relação com meu marido e com minha filhinha.
Não sei o que faço....  Não sei como agir...  Estou me sentindo  perdida....
Só me pergunto por que estou assim?!!!!!!!!!!

3 comentários:

Anônimo disse...

Ola,me chamo Fernanda e estou na minha 1° gravidez e muito feliz,pois foi planejada.Voce esta passando o mesmo q minha sogra passou quando ela descobriu q estava gravida do meu marido, ela teve esses mesmo sentimentos q vc esta tendo, mais descança no SENHOR q hj em dia o cacula dela ( meu marido ), é o xodo dela,então fica tranquila q quando o seu bebe nascer tudo isso vai mudar.
bjs....

Unknown disse...

Andressa
Sou como você, responsável demais, auto critica e super preocupada... E me sinto EXATAMENTE como você! Estou gravida do meu segundo filho e desesperada por conta de tudo isso que você relatou... Espero que esse sentimento passe e logo eu possa me sentir melhor...Espero o mesmo pra você! Você não esta sozinha! Abs

Uknow disse...

Mto feliz por não ser a única com esse sentimento!sempre mto crítica cmg mesma ,jamais me permitiria tal falha mas foi o q aconteceu! anticoncepcional falhou, gestação inesperada, uma profunda tristeza, medo de não conseguir dar o mesmo suporte para esse segundo bebê! Enfim espero q isso tdo passe!

Os efeitos da Raquianestesia no parto da Laís (Relato do Parto- Novembro de 2008)

No dia 13 de Novembro de 2008, nasceu a minha pequena Laís. Do dia do parto ficou a lembrança da primeira vez que vi aquele rostinho.. das bochechas rosadinhas!... E o terrível pós operatório de uma cesária. Minha filha veio ao mundo com pós datismo, de 41 semanas e 2 dias, depois de uma indução de parto de 6 horas com ocitocina, sem evolução. Ao nascer teve que ser aspirada e teve uma nota (apgar) 3, nos primeiro minutos de vida. Ou seja, entrou em sofrimento fetal, por ter respirado liquido aminiótico. Mas, graças a Deus, logo veio para meus braços, um pouco sufocadinha, mas bem. Eu, logo após a cirurgia, fiquei prostrada, de tanta dor de cabeça que sentia. Parecia que aquela porcaria da tal anestesia "raqui" tinhas subido para meu cérebro!. Passei muito mal. Na mesa,enquanto o médico fazia o parto, eu debatia meus braços incontrolavelmente, além de sentir um pouco de falta de ar. E fiquei tremendo até a anestesia passar, tremia igual vara verde! Eu fiquei tão mal que não consegui amamentar a Laís no primeiro dia.Eu sei que apaguei. E só me lembro de sentir muita dor. No segundo dia de internação eu e minha bebê fomos examinadas. Parecia estar todo bem, embora eu ainda sentisse dor de cabeça, tivemos alta. Já em casa, de noite ao dormi,senti algo queimando na minhas costas e subindo até o pescoço, não dei importância e peguei no sono. Foi aí que começaram uma série de pesadelos e vertigens assombrosos. Eu via pessoas de minha família como se fossem minhocas,outra hora rodava numa corda e era atirada contra paredes num lugar estranho cheio de montanhas. Via seres bisarros que me faziam previsões sinistras (como dizer que eu não poderia ficar com minha bebê). E quando tentava acordar via como se o teto estivesse descendo sobre mim. e via insetos voando pelo quarto. Enfim... Chorava muito e confeço que fiquei com medo de ter problemas por causa do efeitos colaterais da Raqui em meu organismo. Fiquei com medo de ficar louca. Ouvia choro de bebê toda vez que ia tomar banho, e ficava apavorada. Perguntava ao meu marido se a Laís estava chorando e não havia choro algum, era todo coisa da minha mente. E aquela dor de cabeça infernal que nenhum remédio passava... Orava muito e pedia a Deus que não acontecesse nada de ruim comigo, e em 3 dias fui melhorando. Os pesadelos acabaram. E a Dor já não era tanta. Não bastasse isso também tive problemas para amamentar minha filha, eu não sabia como fazer direito, agente não se entendia e ela chorava de fome tadinha... E o meu leite empedrava a toa. E com isso vinha a febre. Foi um sufoco meus primeiros dias como mãe... Mas é um sentimento, um instinto tão forte, que nenhum desses problemas que tive me afastaram da minha filha. Eu com febre, com dor, tendo alucinações e mesmo assim o amor era tão forte que não deixava a mente ser mais forte que eu. E assim os dias foram passando e tudo foi se ajeitando. Apesar de tudo de ruim que passei, a alegria de ser mãe, de saber que aquele pedacinho de gente saiu de dentro de mim, de saber que a minha filha naquele momento olhava para mim e parecia me dizer; mamãe, nesse momento eu só preciso de seu carinho e de seu cuidado!... Isso e somente isso me importavam. Agora eu sou mãe!!!!













SOBRE A ANESTESIA USADA NO MEU PARTO: A RAQUIANESTESIA Denomina-se raquianestesia ( bloqueio subaracnóideo ) a anestesia que resulta da deposição de um anestésico local dentro do espaço subaracnoídeo. Ocorre bloqueio nervoso reversível das raízes anteriores e posteriores, dos gânglios das raízes posteriores e de partes da medula, advindo perda da atividade autônoma, sensitiva e motora. São indicadas para cirurgias de abdômen e extremidades inferiores, inclusive para cirurgias obstétricas ( parto vaginal e cesariana ). Como a medicação é depositada dentro do Líquor, é necessária apenas uma pequena quantidade de anestésico local para produzir anestesia altamente eficiente. Trata-se de uma importante vantagem da raquianestesia sobre a peridural, pois trabalha-se com um risco de intoxicação por anestésicos locais muito próximo de zero. A desvantagem mais conhecida da raquianestesia é a cefaléia pós-punção (nome técnico para a dor de cabeça que pode aparecer quando perfuramos a dura-máter). A explicação mais aceita para esta condição é relacionada com o "furinho" que fica por alguns dias na dura máter e provocaria perda de líquor do espaço subaracnoídeo, causando a dor de cabeça. Com a introdução de agulhas mais finas, descartáveis e menos traumáticas, esta técnica novamente ganhou grande impulso. Porquê a incidência de cefaléia diminuiu tanto com este novo material ??? A resposta é simples: agulhas melhores fazem "furinhos" menores nas meninges, ocasionando menor escape de líquor e menor probablidade de cefaléia. A simplicidade de realização, o excelente controle do nível de anestesia que proporciona, a excelente qualidade do bloqueio sensitivo e motor, o baixo custo e a segurança do procedimento explicam por que esta é uma das técnicas anestésicas prediletas do anestesiologista brasileiro.