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terça-feira, 13 de março de 2012

Ta chegando a hora!!! Início das 39 semanas de gestação

Hoje inicio as 39 semanas de gestação.  Não tem outro jeito, o medo do parto toma conta.  Se eu estivesse com uma cesária marcada talvez estaria somente ansiosa, mas não é meu caso.  Saber que posso encarar um parto normal me assusta, pois tenho medo da dor.
Os dias parecem que não passam.  Eu limpo, arrumo, organizo...  Tudo para ocupar o tempo e não pensar no que vem pela frente.  Estou tentando manter a calma e o equilíbrio, mas confesso...  é difícil!!!!!!! 
Cada cutucada mais forte que a Júlia resolveu, com toda sua força retomar, me deixa em alerta:  VAI ENCAIXAR!!!  Mas depois eu consigo sentir que não foi dessa vez....  Isso é angustiante...
Segundo a famosa contagem das fazes da lua, eu teria bebê na virada da lua nova ( contando 9 luas  do periodo em que engravidei).  A virada da lua nova é dia 22/03.  Minha DPP vai até dia 27 quando inicio as 41 semanas.  É muita espera....

O que pode anteceder ao trabalho de parto:
Os sinais de que seu bebê vai nascer

A gravidez dura 280 dias ou 40 semanas, de acordo com os médicos, e nove meses na contagem das mães, mas na verdade todos estes cálculos são aproximados, pois ninguém sabe precisar o dia em que o bebê vai nascer.

A única coisa que os especialistas garantem é que a partir da 37ª semana de gravidez o bebê está pronto para vir ao mundo, mas o parto pode acontecer até a 42ª semana. Qualquer data dentro deste intervalo é considerada absolutamente normal.

Na hora de avaliar se o seu bebê está chegando, seu obstetra não vai se prender somente a matemática – o que mais vai importar são os sinais emitidos pelo seu corpo, os quais precisam ser muito bem interpretados.

As principais pistas de que o seu bebê vai nascer são:

Perda do tampão: O tampão é uma camada de muco que fecha a entrada do colo do útero, a fim de proteger o seu bebê das bactérias que habitam a vagina. O tampão pode sair de uma vez, como uma rolha durinha, ou aos poucos, causando aumento da secreção vaginal, que se torna mais viscosa e pegajosa, com linhas amareladas e às vezes com um pouco de sangue.

Encaixe da cabeça do bebê: talvez você consiga sentir duas alterações sugestivas de que o seu bebê se encaixou na bacia. A barriga pesa mais à medida que seu centro de gravidade se desvia, o que pode fazê-la perder o equilíbrio. Além disso, fica mais fácil você respirar, porque o útero já não pressiona tanto o diafragma. Esta é a boa notícia. Por outro lado, o útero pressiona mais a bexiga, fazendo você ter de correr ao banheiro a todo instante para fazer xixi. De modo geral, o parto acontece 15 dias depois da data em que a cabeça do bebê se encaixou, mas isso geralmente vale para o primeiro filho. Do segundo em diante, o encaixe pode ocorrer até mesmo no dia do nascimento;

Gotas de sangue: pequenas manchas na calcinha são normais. Como o colo do útero está muito inchado e sob pressão contínua da cabeça do seu bebê, esforços físicos, como tosse e relações sexuais, podem provocar o rompimento de alguns vasinhos, sem maiores consequências. Mas se houver sangramento parecido com a menstruação, você deve ir logo para a maternidade;

Rompimento da bolsa: quando um líquido claro semelhante a água sanitária e às vezes com grânulos brancos (como água-de-coco) escorrer pelas suas pernas, significa que a bolsa de líquido amniótico se rompeu. Isso indica que o trabalho de parto está no inicio, por isso você deve ir para a maternidade. Mas não precisa se apavorar, pois dá tempo de ligar para o seu médico e tomar um banho. Apenas se apresse se o líquido tiver cor amarelada ou esverdeada, pois isso indica a presença de fezes do bebê, e ele pode estar em apuros.

Contrações: seu corpo começa a se preparar para o parto desde a 23ª semana de gestação. O útero se enrijece, dando origem às contrações Braxton-Hicks, que são treinamentos que o útero faz como uma preparação para o parto. Até o sétimo mês elas têm intensidade leve e indolor, mas depois tendem a ficar mais frequentes e intensas provocando os famosos alarmes falsos.
As contrações do trabalho de parto são regulares, endurecem toda a barriga e costumam vir acompanhadas de dor, evoluindo até tornarem-se mais fortes e ocorrendo em intervalos cada vez menores. Considera-se início de trabalho de parto quando há pelo menos duas contrações regulares no intervalo de 10 minutos;

Dilatação: em algumas mulheres, o colo do útero começa a abrir 1 ou 2 centímetros no fim da gravidez. Em outras, isso acontece apenas durante o trabalho de parto. Portanto, só a dilatação não significa que seu bebê está preste a nascer. Seu obstetra precisa avaliar outros parâmetros, como a altura da cabeça do bebê, a presença de contrações ritmadas, a espessura e o amolecimento do colo do útero.


Fonte: Site Planeta Bebê  - trecho da matéria  tá na hora, sinais de que o bebê vai nascer







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Os efeitos da Raquianestesia no parto da Laís (Relato do Parto- Novembro de 2008)

No dia 13 de Novembro de 2008, nasceu a minha pequena Laís. Do dia do parto ficou a lembrança da primeira vez que vi aquele rostinho.. das bochechas rosadinhas!... E o terrível pós operatório de uma cesária. Minha filha veio ao mundo com pós datismo, de 41 semanas e 2 dias, depois de uma indução de parto de 6 horas com ocitocina, sem evolução. Ao nascer teve que ser aspirada e teve uma nota (apgar) 3, nos primeiro minutos de vida. Ou seja, entrou em sofrimento fetal, por ter respirado liquido aminiótico. Mas, graças a Deus, logo veio para meus braços, um pouco sufocadinha, mas bem. Eu, logo após a cirurgia, fiquei prostrada, de tanta dor de cabeça que sentia. Parecia que aquela porcaria da tal anestesia "raqui" tinhas subido para meu cérebro!. Passei muito mal. Na mesa,enquanto o médico fazia o parto, eu debatia meus braços incontrolavelmente, além de sentir um pouco de falta de ar. E fiquei tremendo até a anestesia passar, tremia igual vara verde! Eu fiquei tão mal que não consegui amamentar a Laís no primeiro dia.Eu sei que apaguei. E só me lembro de sentir muita dor. No segundo dia de internação eu e minha bebê fomos examinadas. Parecia estar todo bem, embora eu ainda sentisse dor de cabeça, tivemos alta. Já em casa, de noite ao dormi,senti algo queimando na minhas costas e subindo até o pescoço, não dei importância e peguei no sono. Foi aí que começaram uma série de pesadelos e vertigens assombrosos. Eu via pessoas de minha família como se fossem minhocas,outra hora rodava numa corda e era atirada contra paredes num lugar estranho cheio de montanhas. Via seres bisarros que me faziam previsões sinistras (como dizer que eu não poderia ficar com minha bebê). E quando tentava acordar via como se o teto estivesse descendo sobre mim. e via insetos voando pelo quarto. Enfim... Chorava muito e confeço que fiquei com medo de ter problemas por causa do efeitos colaterais da Raqui em meu organismo. Fiquei com medo de ficar louca. Ouvia choro de bebê toda vez que ia tomar banho, e ficava apavorada. Perguntava ao meu marido se a Laís estava chorando e não havia choro algum, era todo coisa da minha mente. E aquela dor de cabeça infernal que nenhum remédio passava... Orava muito e pedia a Deus que não acontecesse nada de ruim comigo, e em 3 dias fui melhorando. Os pesadelos acabaram. E a Dor já não era tanta. Não bastasse isso também tive problemas para amamentar minha filha, eu não sabia como fazer direito, agente não se entendia e ela chorava de fome tadinha... E o meu leite empedrava a toa. E com isso vinha a febre. Foi um sufoco meus primeiros dias como mãe... Mas é um sentimento, um instinto tão forte, que nenhum desses problemas que tive me afastaram da minha filha. Eu com febre, com dor, tendo alucinações e mesmo assim o amor era tão forte que não deixava a mente ser mais forte que eu. E assim os dias foram passando e tudo foi se ajeitando. Apesar de tudo de ruim que passei, a alegria de ser mãe, de saber que aquele pedacinho de gente saiu de dentro de mim, de saber que a minha filha naquele momento olhava para mim e parecia me dizer; mamãe, nesse momento eu só preciso de seu carinho e de seu cuidado!... Isso e somente isso me importavam. Agora eu sou mãe!!!!













SOBRE A ANESTESIA USADA NO MEU PARTO: A RAQUIANESTESIA Denomina-se raquianestesia ( bloqueio subaracnóideo ) a anestesia que resulta da deposição de um anestésico local dentro do espaço subaracnoídeo. Ocorre bloqueio nervoso reversível das raízes anteriores e posteriores, dos gânglios das raízes posteriores e de partes da medula, advindo perda da atividade autônoma, sensitiva e motora. São indicadas para cirurgias de abdômen e extremidades inferiores, inclusive para cirurgias obstétricas ( parto vaginal e cesariana ). Como a medicação é depositada dentro do Líquor, é necessária apenas uma pequena quantidade de anestésico local para produzir anestesia altamente eficiente. Trata-se de uma importante vantagem da raquianestesia sobre a peridural, pois trabalha-se com um risco de intoxicação por anestésicos locais muito próximo de zero. A desvantagem mais conhecida da raquianestesia é a cefaléia pós-punção (nome técnico para a dor de cabeça que pode aparecer quando perfuramos a dura-máter). A explicação mais aceita para esta condição é relacionada com o "furinho" que fica por alguns dias na dura máter e provocaria perda de líquor do espaço subaracnoídeo, causando a dor de cabeça. Com a introdução de agulhas mais finas, descartáveis e menos traumáticas, esta técnica novamente ganhou grande impulso. Porquê a incidência de cefaléia diminuiu tanto com este novo material ??? A resposta é simples: agulhas melhores fazem "furinhos" menores nas meninges, ocasionando menor escape de líquor e menor probablidade de cefaléia. A simplicidade de realização, o excelente controle do nível de anestesia que proporciona, a excelente qualidade do bloqueio sensitivo e motor, o baixo custo e a segurança do procedimento explicam por que esta é uma das técnicas anestésicas prediletas do anestesiologista brasileiro.